segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma questão de olhar...

 Não quero perder a capacidade de me alumbrar com coisas simples e que passam despercebidas a maioria dos olhos...
Quero continuar sendo como quando era criança, que me impressionava com as descobertas e estas me iluminavam o rosto.




Feira de Touros
  Caminhando pela feira essa manhã, me emocionei diversas vezes conversando com as pessoas simples, descobrindo e redescobrindo  ingredientes e sabores, escutando a forma bonita de falar do povo, aprendendo novos termos, me divertindo com as pérolas dessa gente tão especial. Minha sócia (muito espirituosa) sempre me diz:" Gabi, você acha tudo lindo, isso é lindo da onde? "  Fato interessante foi uma cebolinha roxa que me emocionei ao encontrar na feira de Touros, após chamar de linda, ela repetiu a  corriqueira frase.  Transformei na echalote roxa caramelizada, que acompanha os pratos de carne de sol do cardápio do Balica e ela me disse: "É linda mesmo Gabi e gostosa".  Não que eu ache tudo lindo, mas tenho facilidade em encontrar beleza no que parece ser comum e também gosto de transformar. Quando vejo e toco um ingrediente, imediatamente uma imagem se faz na minha cabeça ou talvez ele simplesmente se revele para mim, acontece que imagino aromas e texturas e penso no que ele poderá vir a ser.
O processo de criação da cozinha é fascinante, o ingrediente chega bruto em suas mãos e você valoriza ele, com cortes, modos de cocção. Combinando ervas e especiarias ele ganha "alma" e vai transmitir sentimentos... Na finalização um ingrediente simples passa a ser majestoso, saboroso e lindo!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Balica

cozinha voltada à sustentabilidade, feita com produtos orgânicos, pensada e executada com muito carinho..
http://www.destinodosol.com.br/mostranoticia.php?cod=4607

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Receita sem Frescura

Coluna que assino, no impresso O Botequeiro, Vitória ES Brasil
Confira uma tradicional receita espanhola: Rabo de toro a la andaluza.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Gastronomia e música

Cozinha e música para mim estão diretamente ligadas... As duas me emocionam e juntas se complementam.
A música e o volume desta é fator definitivo pra eu gostar ou não da cozinha praticada.
Recordo um dia, cheia de apetite, um sabadão e logo pensei em uma caipirinha, seguida de uma boa feijoada. Cheguei ao local mais tradicional da cidade, mas que passava por mudança na administração e onde antes tocava Paulinho da Viola, Cartola, Tom Jobim,agora dava lugar a um axé vagabundo. Gostava do ambiente, da comida e a música de outrora era perfeita... Dei meia volta, nunca mais voltei.
 Cozinhar não é apenas saber reproduzir uma receita ou ser bom na cozinha. Cozinhar requer muito mais, é preciso sensibilidade artistica. É indiscutível, o cozinheiro que tem bagagem cultural, possui muito mais facilidade na concepção e criação dos pratos.
Outro dia, conversando sobre o assunto gastronomia e música, com uma amiga espanhola, ela fez uma observação: Ah, é por isso que o Mac Donald´s toca música eletrônica nervosa, pra que as pessoas comam rapidamente... Sim, é por isso.
A música dita o estilo do restaurante, seleciona o público, agrega valores a cozinha proposta. A música quando casa com a cozinha, faz com que os sentidos trabalhem juntos e em harmonia, torna o ato da alimentação uma experiência inesquecível, sedutora, podendo até ser espiritual, apesar de se tratar de uma necessidade fisiológica.